Em Desagravo Público, Coren-SP apoia profissionais vítimas de violência na baixada santista – Coren-SP

Em Desagravo Público, Coren-SP apoia profissionais vítimas de violência na baixada santista

O Coren-SP realizou Sessão Solene de Desagravo Público na última sexta-feira (5/5), na subseção de Santos.  O vice-presidente da autarquia, Mauro Antônio Pires Dias da Silva, e o primeiro-secretário Marcus Vinicius Oliveira conduziram a atividade, em apoio a três processos distintos de Desagravo ocorridos na região da baixada santista.


O vice-presidente do Coren-SP, Mauro Antônio Pires Dias da Silva, fala aos profissionais durante sessão de desagravo

O Coren-SP implantou as sessões de desagravo público em 2015, como uma forma de evidenciar a violência praticada contra profissionais de enfermagem no cotidiano profissional e oferecer apoio às vítimas. “O desagravo é uma forma de mostrarmos que outros profissionais de saúde e pacientes não têm o direito de ofender um profissional de enfermagem. Além disso, é importante lembrar que quando o profissional sofre um agravo e fica abalado por isso, a assistência ao paciente fica indiretamente prejudicada”, destacou Mauro Antônio durante a sessão solene. 


O primeiro-secretário do Coren-SP, Marcus Vinicius de Lima Oliveira lê um dos processos de desagravo

Os casos

O primeiro processo de Desagravo foi em favor da enfermeira Sandra Helena Santos Ferreira e das auxiliares de enfermagem Ariana do Nascimento Sividanes e Viviane Strele Ferreira de Lima, que foram tratadas de maneira grosseira e ofendidas pelo médico José Eorondes Félix, durante um parto realizado no Centro de Parto Normal do Hospital Regional de Itanhaém, onde  trabalhavam na época.  “As pessoas têm que entender que todos são profissionais. Queria que houvesse respeito, não saio para ir trabalhar para ser ofendida”, indignou-se a enfermeira Sandra Helena.

O segundo processo foi em favor da enfermeira Luciana Almeida Bernardo Haguiô, que foi agredida verbalmente pelo médico José Eduardo de Souza enquanto trabalhavam juntos no Centro Cirúrgico da Beneficência Portuguesa de Santos.


Profissionais que assistiram à sessão solene em Santos 

O médico solicitou à enfermeira por diversas vezes, durante uma cirurgia, para que alterasse o foco de iluminação, sendo  prontamente atendido. Ainda assim, ele se alterou diversas vezes durante o procedimento, tendo ferido a honra da profissional de enfermagem na frente de outros membros da equipe multidisciplinar.

O terceiro caso desagravado durante a sessão solene em Santos foi em favor da enfermeira Lucinéia Alves da Silva, que foi desrespeitada pela paciente Cláudia Cristina Gomes Silva de Carvalho, na UBS Indaiá, em Bertioga. 

A Sra. Cláudia passou em consulta com médico da UBS e este chamou a enfermeira Lucinéia para esclarecer sobre as medicações que a paciente alegava que fazia uso, mas não constavam no prontuário. A paciente então se exaltou e começou a gritar e ofender a enfermeira dentro do consultório, proferindo palavras de baixo calão. “A sessão de Desagravo Público é um reconhecimento, pois na época me senti ofendida. Que sirva de exemplo para a sociedade”, disse Lucinéia. 

Os Desagravos

As três notas de desagravo público podem ser lidas, na íntegra, nos links abaixo:

Desagravo por ofensas contra a enfermeira Sandra Ferreira e as auxiliares Ariana Sividanes e Viviane Lima

Desagravo por ofensas contra a enfermeira Luciana Almeida Bernardo Haguiô

Desagravo por ofensas contra a enfermeira Lucinéia Alves da Silva