Projeto Qualifica Parto é lançado no Coren-SP Educação – Coren-SP

Projeto Qualifica Parto é lançado no Coren-SP Educação

Teve início segunda-feira (25), no Coren-SP Educação, o Projeto Qualifica Parto com o “Curso de aprimoramento e qualificação do cuidado à mulher no processo de parturização”. Organizado pelo Coren-SP, por meio do Grupo de Trabalho (GT) de Saúde da Mulher, o treinamento, de 180 horas, tem parceria da Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras (Abenfo) e terá conteúdo prático-teórico.

O projeto é piloto, reúne representantes de várias instituições do estado de São Paulo e tem o objetivo de capacitar os profissionais em um novo modelo de assistência ao parto.

A presidente Fabíola Mattozinho durante o lançamento do Projeto Qualifica Parto

“Este projeto vem da ansiedade das mulheres que atuam na Enfermagem em busca do atendimento de qualidade e do empoderamento feminino. É um momento histórico, de grande crescimento. Cabe a nós transformarmos a realidade e protagonizarmos essa mudança, juntos. Que o dia 25 de julho fique na memória de todos nós”, destacou, durante a abertura, a presidente do Coren-SP, Fabíola de Campos Braga Mattozinho, desejando sucesso ao projeto.

O protagonismo da mulher e da Enfermagem foram lembrados pela presidente Fabíola Mattozinho

Coordenadora do GT de Saúde da Mulher, a enfermeira Sandra Cason disse que o grupo vem trabalhando há um ano no projeto de qualificação da assistência ao parto. “É um momento de mudança. Queremos que as mulheres se sintam ouvidas e empoderadas. Também queremos empoderar nossos colegas para juntos fazermos uma assistência mais qualificada”, detalhou.

A coordenadora do GT de Saúde da Mulher, enfermeira Sandra Cason

A enfermeira obstetra Maria Cristina Gabrielloni, que representou o Cofen na ocasião, fez questão de ressaltar o empenho do Coren-SP. “Nasce aqui o sonho de pessoas idealistas. Uma engrenagem que vai fortalecer todo o movimento. Não teríamos avançado se o Coren-SP não tivesse abraçado este grupo, acreditando que é possível mudar o cenário de assistência à mulher no país”, enfatizou.

A presidente nacional da Abenfo, Kleyde Ventura, destacou a impotância do trabalho em rede

A presidente nacional da Abenfo, Kleyde Ventura, lembrou da importância do engajamento dos gestores. “Este processo de aprimoramento requer o engajamento de todos. Não há outra alternativa que não seja o trabalho em rede. A Enfermagem sozinha não avançará. A interdisciplinaridade deve ser o foco e temos que reconhecer que as prioridades devem ser a mulher, o bebê e a família. Só assim teremos êxito”, recomendou.

O diretor técnico do Hospital Albert Einstein, médico obstetra Eduardo Felix Santana, lembrou do contexto alarmante que o Brasil estava quando o projeto Parto Adequado foi iniciado, com taxa média de cesáreas de 47%, no país, e 95% em algumas instituições, sendo que o preconizado é 15%. “O mais difícil é mudar a cultura das pessoas e estamos conseguindo mudar a face da assistência obstétrica do país. Começamos com 28 instituições e já estamos com 42”, comemorou, referindo-se ao Parto Adequado. 

A diretora de Qualidade do Einstein, enfermeira Cláudia Garcia

A declaração de Santana foi endossada pela enfermeira Cláudia Garcia, diretora de Qualidade do Einstein e integrante do projeto Parto Adequado. “Não adianta ensinar as pessoas se as instituições não mudarem de cultura. Estamos dando início a uma nova era e vamos mostrar que isso é possível no Brasil e que somos capazes”, afirmou.

As enfermeiras Sandra Cason (coord. GT Saúde da Mulher), Rosemeire Sartori (pres. Abenfo-SP), Kleyde Ventura (pres.Abenfo-Nacional), Fabíola Mattozinho (pres. Coren-SP), Maria Cristina Gabrielloni (Cofen) e Claudia Garcia (Hosp. Albert Einstein) ao lado do médico Eduardo Santana (Hosp. Albert Einstein)

Parto Adequado
O Projeto Parto Adequado é uma iniciativa conjunta da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), do Hospital Israelita Albert Einstein e do Institute for Healthcare Improvement (IHI), com o apoio do Ministério da Saúde, e está sendo implementado em 42 hospitais privados e públicos, com vistas à melhoria da atenção ao parto e nascimento. O objetivo é, em conjunto com os hospitais participantes, elaborar, testar, avaliar e disseminar modelos de atenção a parto e nascimento que favoreçam qualidade dos serviços, valorizem o parto normal e contribuam para a redução dos riscos decorrentes de cesarianas desnecessárias.