Coren-SP apresenta dados sobre violência contra profissionais da enfermagem em reunião com Secretaria de Saúde de Marília
Em agenda oficial realizada nesta quinta-feira (07/11), o Coren-SP esteve reunido com a Secretaria Municipal de Saúde de Marília para discutir o cenário de violência enfrentado pelos profissionais de enfermagem do município. O encontro contou com a presença do Primeiro Secretário do Coren-SP, Wagner Albino Batista, do Conselheiro Fernando Henrique Vieira, da supervisora da subseção de Marília, Aline Andrade da Silva, da Secretária Municipal de Saúde, Paloma Aparecida Libanio Nunes, e da enfermeira Mara Neves, coordenadora do Sistema de Urgência e Emergência de Marília.

Durante a reunião, Wagner Batista apresentou um recorte exclusivo com os números da violência contra os profissionais de enfermagem no município, revelando um dado extremamente preocupante: 100% dos profissionais agredidos não realizaram denúncia formal.
Segundo o relatório, os principais motivos citados para o silêncio foram medo de retaliação, coação institucional e falta de segurança para formalizar queixas, elementos que evidenciam a urgência de ações efetivas para proteção da categoria. “Quando um profissional de enfermagem sofre agressão e não denuncia, isso não significa ausência de violência — significa ausência de segurança”, destacou Wagner.
O Coren-SP reforçou à secretária Paloma e à coordenadora Mara Neves a necessidade de políticas públicas que garantam acolhimento, proteção e canais confiáveis de denúncia, além de medidas de prevenção dentro das unidades de saúde, especialmente nos serviços de urgência e emergência, onde se concentra parte significativa dos episódios de agressão.

Ainda durante o encontro, Wagner Batista e Fernando Henrique Vieira convidaram oficialmente a secretária e a coordenadora a participarem da Audiência Pública realizada na Câmara Municipal de Marília, na mesma data, que discutiu o enfrentamento da violência contra profissionais da enfermagem e da saúde. O evento reuniu autoridades, lideranças da enfermagem, profissionais e representantes da sociedade civil, ampliando o debate sobre a necessidade de respostas rápidas e integradas para combater a violência que atinge a linha de frente do SUS.
O Coren-SP reforça que a violência contra profissionais de enfermagem não é apenas um problema das equipes de saúde, mas uma questão que impacta toda a sociedade, aumentando o absenteísmo, reduzindo a capacidade assistencial e comprometendo a qualidade do atendimento à população. O Conselho segue empenhado em ampliar a campanha de prevenção e enfrentamento à violência, sensibilizar gestores e fortalecer estratégias que garantam ambientes de trabalho mais seguros para os mais de 650 mil profissionais de enfermagem do estado de São Paulo.
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