Santo André: Enfermagem mostra sua força em caminhada promovida pelo Coren-SP contra a violência – Coren-SP

Santo André: Enfermagem mostra sua força em caminhada promovida pelo Coren-SP contra a violência

Vestidos de branco e entoando palavras de ordem como “Violência Não Resolve”, lema da campanha promovida pelo Coren-SP, profissionais e estudantes de enfermagem caminharam em uma manifestação pacífica pelo Centro de Santo André, cidade do ABC paulista, pedindo o fim da violência contra a categoria. A presidente do Coren-SP, Fabíola Campos, e o conselheiro Luciano Rodrigues conduziram o ato, realizado no último sábado (27), como uma atividade da Semana da Enfermagem 2017.

A presidente Fabíola Campos e o conselheiro Luciano Rodrigues conduziram o ato 

A violência contra profissionais de saúde é uma epidemia mundial, reconhecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e Organização Internacional do Trabalho (OIT). A enfermagem está entre as categorias mais expostas a esta realidade, por estar na linha de frente do cuidado. Nos últimos anos, o Coren-SP definiu o combate à violência como uma de suas grandes bandeiras. Em 2015, lançou a campanha “Violência Não Resolve”, em parceria com o Cremesp,  com o objetivo de conscientizar a sociedade de que agredir os profissionais de saúde prejudica a assistência e não resolve os problemas do sistema.


Multidão de profissionais de enfermagem, de branco, participa do ato

Em 2017, o Conselho realizou um grande ato na capital, para disseminar a cultura de paz entre profissionais de enfermagem, médicos e a sociedade. Também promoveu o “Encontro com as Comissões de Ética de Enfermagem e de Medicina para debater a violência”. E a segunda edição do evento volta a acontecer em Campinas, no próximo dia 5 de junho.


Luciano Rodrigues enalteceu o poder de mobilização da enfermagem

Em Santo André, profissionais e estudantes de enfermagem tomaram as ruas do Centro, caminhando desde a Praça do Carmo até o Paço Municipal, em um lindo ato que despertou o interesse da sociedade e do comércio local e mostrou a força e a união da categoria. “Essa é uma luta conjunta, por isso, temos que nos unir para mostrar a nossa voz. Estamos presentes em todos os níveis da assistência e não podemos encarar a violência como algo comum desse cotidiano”, disse a presidente do Coren-SP, Fabíola Campos ao conduzir o ato. Ela ainda incentivou os profissionais a se unirem por outras causas importantes. “Hoje estamos caminhando contra a violência, mas temos que nos unir em todas as frentes, por mais valorização e reconhecimento”, destacou, citando a petição pública lançada pelo Coren-SP em prol da aposentadoria especial para a enfermagem, que já conta com mais de 110 mil assinaturas.


Fabíola Campos frisou a importância da união da categoria em todas as frentes de luta pela valorização profissional 

O conselheiro Luciano Rodrigues enalteceu o poder de mobilização da enfermagem. “Estamos aqui para mostrar a nossa força e comprovar que a enfermagem pode ser uma categoria unida. Ainda temos muitos desafios para superar, como questões relacionadas a jornada e à violência, mas juntos somos capazes de superá-las”, disse.


O ato uniu enfermeiros, técnicos e auxiliares pela mesma causa: o fim da violência contra os trabalhadores

O ato contou com o apoio da Prefeitura de Santo André. O prefeito Paulo Serra e a Secretária de Saúde, Ana Paula Peña Dias, receberam os participantes da caminhada em frente ao paço municipal. “Gostaria de parabenizar vocês pelo ato de hoje e dizer que podem contar conosco, assim como contamos com vocês, que são fundamentais para a saúde pública. Sabemos que saúde não se faz apenas com a construção de prédios e hospitais, por isso estamos buscando incentivar a humanização”, afirmou.


Paulo Serra, prefeito de Santo André, apoiou e prestigiou o ato do Coren-SP

A secretária de Saúde considerou o ato legítimo. “Os enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem têm papel fundamental na saúde. Conheço de perto essa realidade da violência e sei que vocês estão mais sujeitos a ela, por estarem na linha de frente do atendimento. Portanto, essa causa tem legitimidade”.