Resgate aéreo: Salvação que vem do céu – Coren-SP

Resgate aéreo: Salvação que vem do céu

Os dois toques do sinal alertam para um resgate aéreo emergencial. Sempre que isso acontece na sala de monitoramento do hangar João Negão, no Campo de Marte, em São Paulo, um enfermeiro está pronto para decolar em um helicóptero Águia, da Polícia Militar (PM). A partir desse momento, a Enfermagem é uma entre as diversas responsabilidades que esse profissional assume na missão de salvar pessoas que estão a um passo da morte, realidade que torna cada segundo vital.

O enfermeiro Fernando Luiz Ferreira do Prado é um dos integrantes do Grupamento Aéreo da PM. Como chefe de Enfermagem, ele participa dos resgates aéreos, também conhecidos como resgates aeromédicos. Sempre atento ao soar dos dois sinais – quando é um, a ocorrência demanda apenas os policiais – ele e seus colegas de trabalho devem agir para que a aeronave levante voo e chegue, em no máximo quatro minutos, até o local da ocorrência. Prado, como é conhecido entre os colegas de trabalho, conta que sua relação com o resgate começou na infância.

Enfermeiro Prado participa dos resgates aéreos

Ele era apaixonado pela pro ssão de bombeiro e o sonho de seu pai, aviador da aeronáutica, era que ele fosse militar. Seguindo sua paixão, ingressou na PM em 1992, integrando o Corpo de Bombeiros. “Fui convidado a participar do projeto de resgate criado no ABC, realizado com viaturas. Depois apareceu a oportunidade de trabalhar em uma empresa de remoção”, relata. O destino conspirou para que o enfermeiro concretizasse a sonhada trajetória. Um dos idealizadores da empresa de remoção era tenente, médico do hangar João Negão e um dos precursores do projeto resgate no Estado. Foi então que surgiu um novo convite, dessa vez para trabalhar nos ares, outra paixão de Prado, que desde os 7 anos pratica aeromodelismo, hobby que mantém até hoje.

Para ser enfermeiro neste tipo de resgate é necessário muito mais do que o diploma de curso superior. Além de ser PM, o profissional deve passar por formação específica, como Atendimento Pré-Hospitalar (APH), noções de navegação e utilização de guias de rua, técnicas de segurança de voo e de manutenção de aeronave e ainda se submeter anualmente a exames com médico do trabalho e testes de aptidão física e de tiro. O exercício da função ainda exige técnica e agilidade, pois muitas vezes é preciso pegar acesso em uma pessoa que está com baixo volume de sangue, por exemplo, e também sangue frio e estabilidade psicológica. “Toda ocorrência que atendemos aqui é muito grave e são comuns os casos com criança”, conta Prado. 

Leia a matéria na íntegra na Enfermagem Revista, página 42. Clique aqui.