Projeto piloto de fiscalização em Enfermagem obstétrica é implementado em SP – Coren-SP

Projeto piloto de fiscalização em Enfermagem obstétrica é implementado em SP

Sistematizar e aperfeiçoar o processo de fiscalização dos serviços de Enfermagem obstétrica, por meio de uma metodologia integrada que promova a melhoria da assistência à Saúde da Mulher. Este é o objetivo da série de reuniões realizada na sede da autarquia, de 27 a 29 de junho, envolvendo a Gerência de Fiscalização (Gefis) e o Grupo de Trabalho de Saúde da Mulher, do Coren-SP, e membros da Câmara Técnica de Fiscalização (CTFIS) e da Comissão de Saúde da Mulher (CSM), do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), além do Coren Pará.

O coordenador da Comissão de Saúde da Mulher (CSM) do Cofen, Valdecyr Alves,  durante encontro na sede do Coren-SP

O projeto envolve metodologia específica desenvolvida pela CTFIS e pela CSM e inclui a aplicação de um questionário que direciona o olhar dos fiscais, além de permitir a sistematização de dados sobre a assistência em Enfermagem Obstétrica, um dos pilares do processo de humanização do parto. O coordenador da CSM do Cofen, Valdecyr Herdy Alves, explicou que a aplicação do instrumento está passando por um processo de construção, para futuramente ser validado. “O objetivo é gerar benefícios à mulher, ao recém-nascido, à família e à sociedade”, destacou. 

A presidente Fabíola Mattozinho conversa com os membros do Cofen e a gerente de Fiscalização Viviane Camargo

A metodologia foi proposta em maio, durante oficina realizada no Cofen, e neste segundo momento o instrumento está sendo testado, durante ações de fiscalização nas maternidades. Esta semana, houve visitas a um hospital estadual e uma UBS/AMA integrada do município de São Paulo. 

A gerente de Fiscalização do Coren-SP, Viviane Camargo dos Santos, diz que o projeto oferece subsídios para aperfeiçoar a qualidade do serviço obstétrico e das boas práticas em Enfermagem. “A Enfermagem é uma ciência em constante evolução, por isso é muito importante conhecermos as exigências tecnológicas atuais, o momento político e  todas as questões que envolvem o parto, a segurança da mulher e do bebê, para que nosso olhar seja mais efetivo durante a fiscalização”, concluiu Viviane Camargo Santos, afirmou. O projeto deve ser implementado em 11 regionais. São Paulo é o quinto estado onde o roteiro de fiscalização é testado. Já foram percorridos Pará, Piauí, Bahia e Paraná. 

Grupo que discutiu a metodologia de fiscalização em serviços de enfermagem obstétrica