Febre amarela: 10 informações que você precisa saber – Coren-SP

Febre amarela: 10 informações que você precisa saber

A campanha emergencial de vacinação contra a febre amarela tem início nesta quinta-feira (25/01), disponibilizando doses fracionadas. O Governo do Estado de São Paulo realizará a ação em 54 cidades paulistas e em 15 distritos da capital. Ainda há muitas dúvidas sobre a prevenção da doença e o acesso à vacina. Confira informações importantes que os profissionais de saúde e a população devem saber! 

1) O QUE É

A Febre Amarela é uma doença viral aguda que é transmitida por mosquitos infectados . Os macacos são os principais hospedeiros do vírus, mas não transmitem a doença. A última ocorrência de Febre Amarela urbana (de pessoa para pessoa) no Brasil foi em 1942.

2) SINTOMAS

Os sintomas da febre amarela incluem febre, dores de cabeça, icterícia, dores musculares, náuseas, vômitos e fadiga. Pode haver complicações graves em uma parcela de doentes que contraem o vírus, com sintomas graves, chegando a morte.

3) PAPEL DA ENFERMAGEM

A enfermagem tem papel fundamental no Programa Nacional de Imunização (PNI) desde a sua concepção, contribuindo para mudanças no quadro epidemiológico do país (morbi-mortalidade). A participação da categoria tem sido igualmente exitosa em momentos de surtos/epidemias que exigem competências e habilidades para o desenvolvimento de campanhas de vacinação e tem mostrado como resultado a erradicação/eliminação de doenças letais como a Varíola, Poliomielite e Sarampo.  

4) ÁREAS DE RISCO

Em 16 de janeiro de 2017,  a Organização Mundial de Saúde (OMS) incluiu também o estado de São Paulo como uma área de risco para Febre Amarela. O impacto inicial da notícia levou uma quantidade grande de pessoas aos Centros de Saúde e sobrecarregou as equipes multiprofissionais e, especificamente, da Enfermagem que atua na linha de frente das salas de vacinação.

5) RESPEITO AOS PROFISSIONAIS 

Mesmo com o aumento inesperado da demanda, a Enfermagem manteve sua ética e compromisso com a Saúde Pública e com a Defesa do SUS. Portanto, é importante que a população também se relacione com os profissionais de forma humanizada e respeitosa. As equipes de saúde  não podem ser penalizadas pela existência de filas ou espera para o acesso à vacina. Além da campanha da febre amarela, as equipes de saúde ainda atendem as demandas diárias, como controle de doenças crônicas, atendimento às gestantes e programas contínuos. 

6) O PAPEL DO PACIENTE  

O paciente também tem um papel importante no contexto da vacinação, tendo o direito ao atendimento e o dever de prestar informações de forma fidedigna aos profissionais.

7) QUEM NÃO DEVE TOMAR A VACINA 

-Pessoas com alergia a ovo

-Gestantes

-Lactantes (com bebês com idade inferior a 9 meses)

-Pacientes em tratamento de quimioterapia ou radioterapia

-Pacientes em tratamento com corticóides

-Pacientes submetidos a tratamento com imunossupressores

-Portadores de doenças autoimunes

-Bebês com idade inferior a 9 meses

-Pacientes que já tomaram a vacina anteriormente

-Portadores de doenças hepáticas, hematológicas, renais e neoplásticas

-Portadores com HIV (somente com avaliação médica)

8) CAMPANHA DE VACINAÇÃO 

A campanha de vacinação contra Febre Amarela foi antecipada em alguns estados. Em São Paulo a ação iniciará no dia 25 de janeiro. Confira as cidades contempladas aqui. 

9) DOSE FRACIONADA 

O Ministério da Saúde utilizava a dose padrão da vacina de Febre Amarela (0,5 ml) e passará a utilizar a dose fracionada (0,1 ml), o que, segundo o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio- Manguinhos/Fiocruz), é comprovadamente eficaz por, pelo menos, 8 anos, sendo necessário reforço.

10) EVITE A REVACINAÇÃO

Quem já tomou pelo menos uma dose da vacina, antes do início da aplicação da dose fracionada, NÃO precisa se revacinar, mesmo que esta dose tenha sido ministrada há mais de 10 anos. Todas as informações estão detalhadas na Nota Informativa 94/2017 do Ministério da Saúde.