Entrevista: Dagmar Arcanjo de Oliveira fala sobre atuação no Programa Nacional de Controle da Tuberculose – Coren-SP

Entrevista: Dagmar Arcanjo de Oliveira fala sobre atuação no Programa Nacional de Controle da Tuberculose

Jovem e apaixonada pelo cuidar, a auxiliar de enfermagem Dagmar Arcanjo de Oliveira, 30 anos, vem transformando o atendimento prestado aos portadores de tuberculose na região da Unidade Básica de Saúde (UBS) Cidade Líder 1, onde atua há pouco mais de um ano. Com seu interesse e dedicação ao tema, ganhou destaque no curso de Manejo de Tuberculose, oferecido pelo Ministério da Saúde, e foi indicada para atuar na Vigilância Epidemiológica da instituição.


A auxiliar de enfermagem Dagmar Arcanjo de Oliveira: jovem e apaixonada pelo cuidar

Junto à equipe, Dagmar se preocupa com todos os detalhes da assistência aos tuberculosos, desde o acolhimento humanizado, até a conscientização sobre a doença e o acompanhamento constante do quadro clínico. Essa postura tem sido um diferencial na assistência, garantindo resultados expressivos, como uma taxa de 90% de adesão dos pacientes ao tratamento, com duração de seis meses. Entre visitas domiciliares, palestras e reuniões para oferecer apoio aos assistidos, Dagmar cria um vínculo com o paciente, essencial para derrubar barreiras, obter adesão ao tratamento e romper preconceitos.

Enfermagem Revista: A cura da tuberculose exige uma grande conscientização do paciente. Como você lida com essa questão?

Dagmar Oliveira: Faço o acolhimento ao paciente, deixando-o à vontade, orientando-o sobre a doença, o tratamento, os meios de transmissão, os cuidados e a importância da sua participação na alta. Também atuo esclarecendo dúvidas no grupo formado por pacientes e familiares, que se reúne uma vez ao mês para compartilhar suas angústias e experiências, uma maneira de eles se fortalecerem com apoio mútuo.

ER: Como é realizada a triagem?

DO: Realizamos uma busca ativa de Sintomático Respiratório, em que perguntamos se o paciente está com tosse há mais de três semanas. Se a resposta for positiva, fazemos o pedido de BK (Bacilo Koch – escarro) e são colhidas duas amostras. Também pedimos o raio-x torácico para análise.

ER: A enfermagem acompanha esse paciente após o diagnóstico?

DO: O período de tratamento para tuberculose é de seis meses. O acompanhamento é feito todos os dias com o Tratamento Diretamente Observado (TDO), em que o paciente deve assinar diariamente uma planilha de assiduidade, comprovando que tomou a medicação. Ele é assistido por um auxiliar, quando chega na unidade para tomar a medicação, e é liberado após se medicar. Também participa de consultas mensais com o médico responsável pelo programa. Fazemos pedidos de BK e de raio-x para todos os comunicantes (familiares) e marcamos uma consulta para passarem com o médico, a fi m de descartar a possibilidade de mais alguém estar contaminado.

ER: Quais são as atribuições da enfermagem no diagnóstico e tratamento?

DO: A atuação da enfermagem é fundamental para garantir e efi ciência e continuidade do tratamento. Acolhemos o paciente, supervisionamos se está fazendo corretamente o TDO e realizamos as coletas mensais do BK.

ER: O Ministério da Saúde incluiu o TDO na terapia medicamentosa como uma estratégia fundamental para assegurar a cura do paciente. Quais são as responsabilidades da enfermagem nesse processo?

DO: Garantir que o paciente irá fazer todo o tratamento durante os seis meses, sem falta ou abandono. A enfermagem cria um vínculo de confi ança com a pessoa assistida, que se mantém mesmo depois do tratamento. Os pacientes, quando vêm à unidade para consulta, nos abordam e agradecem pelo acolhimento.

Clique aqui e leia a entrevista, publicada na EnfermagemRevista edição 18, na íntegra