Enfermagem: Uma força que transforma o SUS – Coren-SP

Enfermagem: Uma força que transforma o SUS

Da assistência à gestão, profissionais de Enfermagem assumem papel decisivo no cuidado e promoção da saúde pública, tornando-se fundamentais para a garantia da universalidade, equidade e integralidade, valores que estruturam o SUS

Todo brasileiro utiliza os serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), seja para tomar uma simples vacina, ou para a realização de cirurgias de alta complexidade, como os transplantes. Isso o torna o maior sistema público do mundo, fundamentado em valores como a universalidade, equidade e integralidade. Presente em todos os níveis da saúde pública, a Enfermagem é uma das grandes forças que estruturam o SUS, protagonizando projetos inovadores e garantindo uma assistência humanizada. Assim, os profissionais da área transformam diariamente a vida de milhões de pessoas e provam que, com competência e dedicação, é possível diminuir a dor do próximo.

Segundo pesquisa publicada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em 2015, a maioria dos profissionais de Enfermagem atua no setor público, correspondendo a 59,3%. Eles estão inseridos em diversos cenários e em todas as complexidades da atenção (baixa, média e alta). “A Enfermagem trabalha voltada para todas as circunstâncias, com o grande intuito de interromper cadeias de transmissão, bem como intervir nos processos de saúde individual e coletivo”, explica Marisa Beraldo, membro do GT de Atenção Básica do Coren-SP, mestre em administração em serviços de saúde e responsável pela área técnica de Enfermagem da Coordenação de Atenção Básica da Prefeitura de São Paulo.

A diversidade de atuação da Enfermagem no SUS não tem limites. Os profissionais integram desde a assistência individual à coletiva, em ações educativas, campanhas e programas e ainda se posicionam nas questões gerenciais para contribuir na aquisição de recursos físicos, materiais humanos e liberação financeira. Conduzem a elaboração de guias e protocolos, desempenhando importante papel na formação das equipes, tendo em vista a assistência de qualidade.

O envolvimento com as questões epidemiológicas também faz parte do cotidiano dos profissionais, que, hoje, deparam-se com o aumento das doenças crônicas não transmissíveis, a epidemia da obesidade, mortes por Acidente Vascular Cerebral (AVC) e neonatais, além de problemas emergentes, como distúrbios mentais. “Eles participam do planejamento das intervenções, como atividades e campanhas, que têm como meta a diminuição do número de casos de doenças e agravos e a melhoraria das condições da saúde pública”, explica.

A Enfermagem imprime suas marcas no SUS para muito além da assistência direta e coletiva. Os profissionais da área também estão ocupando os espa- ços de gestão em órgãos governamentais de saúde e assumindo a coordenação de equipes e unidades. “O perfil de gestão dos enfermeiros é de alta qualidade. Hoje, inúmeras UBS são gerenciadas por eles, assim como Regionais de Saúde”, afirma Marisa. Ela também destaca a importância da atuação da Enfermagem na Estratégia de Saúde da Família (ESF). “O grande trunfo da ESF é o acesso, que não está somente na oferta dos equipamentos de saúde mas, sim, nas mãos de quem atende. Uma boa abordagem e o respeito são grandes ferramentas para o vínculo. A característica generalista do Enfermeiro e sua formação holística, na grande maioria das escolas, é um grande facilitador para este trabalho”.

Leia essa matéria na íntegra na Enfermagem Revista.  Clique aqui