Coren-SP fala no Hospital Cândido Fontoura sobre violência contra profissionais de Enfermagem – Coren-SP

Coren-SP fala no Hospital Cândido Fontoura sobre violência contra profissionais de Enfermagem

O Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo fez uma palestra sobre violência contra profissionais de Enfermagem na tarde desta terça-feira (11), aos profissionais do Hospital Infantil Cândido Fontoura, no bairro da Água Rasa, zona leste da capital. 


A preisdente do Coren-SP apresentou dados de pesquisas sobre violência contra profissinais de Enfermagem

A presidente da autarquia, Fabíola de Campos Braga Mattozinho, falou sobre o tema “Violência Laboral e suas implicações no trabalho de Enfermagem”, durante evento da SIPAT (Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho) da instituição, devido à relevância e à atualidade do assunto. 

“Apenas 35% dos profissionais de Enfermagem se sentem seguros no ambiente de trabalho, segundo pesquisa realizada pelo Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz, em 2013. 80,8% dos profissionais paulistas disseram que a violência parte do próprio paciente ou de seus acompanhantes, em um levantamento realizado pelo Coren-SP e que a violência, na maioria das vezes, é decorrente da falta de atendimento. Ou seja, é um problema estrutural”, destacou a palestrante. 


Profissionais de diversas áreas do hospital, além de Enfermeiros, técnicos e auxiliares de Enfermagem, prestigiaram a palestra

A presidente do Coren-SP também destacou iniciativa tomada pela autarquia em parceria com o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) e a Secretaria de Segurança Pública do estado, e criar um Grupo de Trabalho (GT) pioneiro no país para discutir e levantar propostas de combate à violência contra profissionais de saúde. 

Durante a palestra, destacaram-se os fatores de risco que podem levar à violência, que foram divididos em fatores instituiconais (como falta de políticas institucionais de notificação de casos de violência e a percepção de que a violência é parte do cotidiano dos trabalhadores, por exemplo) e fatores de risco profissionais (como as características comportamentais das vítimas e a falta de comunicação entre a equipe multidisciplinar de saúde, por exemplo). 

“Na maior parte das instituições de saúde, falta estrutura para acolher o profissionais agredido. Faltam protocolos que determinem as linhas de conduta em caso de agressão. Temos que investir em capacitação e em recursos humanos. No fim das contas, o próprio usuário do sistema de saúde acaba sendo prejudicado com a violência contra o profissional”, frisou.